“Não há argumentos éticos que sirvam para defender a ditadura militar”, critica Acrísio Sena


Usando a Nota do Ministério Público Federal e a petição da Defensoria Pública da União que pede a proibição de qualquer comemoração relativa ao aniversário de 55 anos do golpe militar no Brasil, o deputado estadual Acrísio Sena (PT) criticou a intenção do presidente Bolsonaro de fazer com que os quarteis celebrem a data. “O período da ditadura foi marcado por torturas, desaparecimentos, mortes, cerceamento dos direitos civis, fechamento do congresso, fim da liberdade de imprensa, atentados ao direitos humanos e movimentos sociais. Não há a menor possibilidade ética de defender uma página de nossa história que precisamos esquecer. Por isso, convoco todos os cidadãos a protestar usando preto no próximo domingo”, ressaltou.

Acrísio lembrou que a defesa da ditadura é incompatível com o estado democrático de direito e que representa um rompimento contra a ordem constitucional. “A proposta do presidente é alvo de crítica da imprensa nacional e internacional, pois festejar atrocidades massivas é uma violação ao direito à memória e à verdade. Usar a estrutura pública para este fim é um crime de improbidade administrativa”, finalizou.

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