Esse é um chamado à reflexão feito pela Fiocruz, em sua carta aberta àqueles que estarão à frente da gestão dos municípios, estados e do nosso País, bem como aos que ocuparão as cadeiras do nosso Parlamento. É também um chamado à sociedade, que precisa compreender que a saúde é um direito de todos e uma responsabilidade coletiva.
O SUS é a maior política pública do nosso Brasil e uma referência para o mundo. A saúde está presente em tudo o que nos sustenta e não pode ser tratada como pauta secundária, lembrada apenas em momentos de crise. Priorizá-la exige um olhar para além dos hospitais e medicamentos. Significa reconhecer que as condições de saúde estão diretamente relacionadas às políticas públicas, à ciência, ao trabalho, ao meio ambiente, à educação e à democracia.
A saúde não pode ser reduzida a um tema setorial ou periférico. Quando colocada como eixo estratégico, o País se torna mais preparado para proteger vidas, reduzir desigualdades e construir um futuro com mais segurança e dignidade. Não há desenvolvimento verdadeiro nem justiça social quando o direito à saúde é negligenciado.
A Fiocruz aponta compromissos que devem nortear essa agenda: fortalecer o SUS; valorizar os profissionais de saúde; investir em ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias; reduzir desigualdades e proteger as populações mais vulneráveis; preparar o País para a crise climática e novas emergências sanitárias; combater a desinformação e aproximar ciência e sociedade; além de defender o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional em saúde. Esses compromissos precisam sair do discurso e se transformar em prioridades, orçamento e ação política.
Acrísio Sena,
Professor e Candidato a Deputado Estadual